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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Zapp & Roger


Zapp & Roger by Julio cesar on Grooveshark

Zapp (também conhecida como Zapp Band ou Zapp and Roger) foi uma banda americana de soul e funk, formada em 1978 pelos irmãos Roger Troutman, Larry Troutman, Lester Troutman, Tony Troutman e Terry "Zapp" Troutman.

Nos anos 80, a banda Zapp revolucionou a música com o uso do talk box em seus vocais, marca registrada da banda. O talk box era um sistema eletrônico acoplado a uma mangueira pelo qual o vocalista cantava. Esse recurso eletrônico alterava a voz que passava pelo teclado de Roger. Era o equipamento responsável por aquela voz distorcida, que fez a banda Zapp famosa mundialmente. Mas não foram eles que inventaram esse recurso. Na verdade, esse equipamento foi desenvolvido para ser um pedal para guitarras. O músico de rock Peter Frampton desenvolveu a técnica, colocando a mangueira na boca e falando através dela. O som ia até a talk box e depois para sua guitarra, que o transformava, produzindo algo até então inédito. A primeira música gravada por Frampton com esse recurso chamou-se Show Me The way.

Como a voz é o elemento principal para a mágica da talk box acontecer, ninguém consegue produzir um resultado final igual ao de outro músico. O som produzido é bem singular e carrega a marca registrada de quem o produziu.

Zapp tornou-se conhecida por hits como More Bounce to the Ounce, Dance Floor e Computer Love, e foram a inspiração para diversos grupos de G-funk e hip hop, especialmente em sua variante da costa oeste norte-americana, que utilizaram-se das batidas tradicionalmente marcadas com palmas que caracterizavam o estilo de funk da banda, e do uso notável feito por Roger de sua talk box.

História
Os irmãos Roger, Lester, Larry, e Tony Troutman cresceram em Hamilton, no estado norte-americano de Ohio. Foram influenciados principalmente por bandas como Ohio Players e Parliament, entre outros. Tony foi o pioneiro a iniciar-se na vida artística. Com seus irmãos Roger nos vocais e violão, Lester na bateria, e Larry na percussão, ele montou o Zapp. O grupo contou ainda com os vocalistas Bobby Glover e Jannetta Boyce, tecladistas Greg Jackson e Sherman Fleetwood, e ainda com Eddie Barber, Jerome Derrickson e Mike Warren.

No final dos anos 70, Roger Troutman começou a fazer experiências com a talk box, conectando-o a um vocoder, e gravou várias canções nos discos de sua banda da época, chamada Human Body. As canções da Human Body já apresentavam os ingredientes que fariam sucesso posteriormente com o Zapp.

A banda estourou rapidamente e Bootsy Collins foi contratado para trabalhar com o grupo em seu primeiro álbum. Lançado em 1980, o álbum galgando rapidamente o Top 20 daquele ano. Roger trabalhou também com Funkadelic, de George Clinton, no disco The Electric Spanking of War Babies, e lançou seu primeiro álbum solo, The Many Facets of Roger. Seu primeiro grande hit I Heard It Through the Grapevine, também usando talk box no vocal, ganhou disco de ouro.

Zapp II, lançado em 1982, provou o sucesso do primeiro álbum do grupo. O grande hit deste álbum foi Dance Floor.

Zapp III, lançado em 1983, só alcançou os Top 40 na parada norte-americana, e o segundo álbum de solo de Roger, The Saga Continues, também foi uma decepção. Entretanto, a versão dele de Midnight Hour foi bem aceita.

O Zapp IV New U foi ligeiramente melhor em seu lançamento em 1985, graças a característica do grupo, talk box no vocal. Mas em 1987, o terceiro álbum solo de Roger, Unlimited!, ainda caracterizou o golpe maior do grupo: I Want to Be Your Man, que foi um estouro nas paradas R&B.

Embora os hits do Roger e do Zapp frequentassem constantemente as paradas de sucesso na década de 1980, a unidade do grupo foi rompida efetivamente em 1991, quando Roger lançou seu LP Bridging the Gap.

O álbum de 1993 Roger & Zapp: All the Greatest Hits vendeu bem, e o grupo ganhou seu primeiro disco de platina.

Roger continuou produzindo e cantando com outros artistas, e foi ele que fez a talk box de Dr. Dre & 2Pac, Top 10 em 1996 com o single California Love.

A história do Zapp terminou em tragédia no dia 25 de abril de 1999, quando Roger foi assassinado por Larry, que se suicidou em seguida.

domingo, 23 de março de 2014

Dj Hum


DJ Hum, nome artístico de Humberto Martins, (cidade de São Paulo) é um rapper e produtor musical brasileiro. Tendo iniciado sua carreira em 1985, Hum é considerado por muitos como um dos pioneiros do rap no Brasil, juntamente com seu antigo parceiro Thaíde. Em 1986, surgiu a parceria com o rapper Thaíde, formando assim a dupla Thaíde & DJ Hum.

DJ Hum também é o fundador do grupo de rap Motirô, junto com o rapper Lino Crizz, que em 2005 gravou a canção "Senhorita" que se tornou um grande sucesso no país.

História
O primeiro contato do adolescente Humberto Martins com a música foi tocar pandeiro em batucadas com os amigos de Ferraz de Vasconcelos. Aos poucos, começou a promover bailes com sua coleção de discos e pegando emprestando alguns dos convidados. Nessa época, Humberto se tornou Hum e foi tomando gosto pela música negra americana, em especial o funk e o soul, sem deixar de lado o interesse por Jorge Ben.

Em 1999, fez a sua primeira viagem para a Europa e tocou no festival de música "Midem" em Cannes, na França, no evento Brazil, New Generation onde o mix de hip-hop e música brasileira foi a sensação para um público de 3000 pessoas. Nesse evento tocaram também Chico César, Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Verônica Sabino e André Abujamra.

DJ Hum faz remixes para artistas brasileiros como Paula Lima, Negritude Junior e artistas de hip-hop, é produtor de discos de breakbeats, hip-hop e R&B, tendo participado de vários álbuns de artistas dos mais diferentes estilos e gêneros musicais, como Chico César, Comunidade Ninjtsu, Ira!, Fernanda Abreu, Rita Ribeiro e artistas de funk, entre outros. Atualmente Hum apresenta um programa de rádio aos sábados na 105 FM São Paulo.

Discografia

1988: Hip Hop Cultura de Rua (coletânea)
1989: Pergunte a Quem Conhece
1990: Hip Hop na Veia
1992: Humildade e Coragem são as Nossas Armas para Lutar
1996: Preste Atenção
2001: Assim Caminha a Humanidade




Fonte: wikipédia

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DJ Marlboro

DJ Marlboro (nascido Fernando Luís Mattos da Matta, Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1963 ) é um DJ, compositor e empresário brasileiro, tido como o criador do estilo musical conhecido como "funk carioca" , uma fusão de hip hop, de electro e de música popular brasileira, com suas composições e letras em português, além de produções e lançamentos de cantores brasileiros na primeira coletânea do estilo "Funk Brasil 1989", pela gravadora PolyGram (atual Universal Music Group). Ultimamente tem-se apresentado na Europa e nos Estados Unidos divulgando o rítmo que tem vindo a ganhar destaque mundial graças a compilações como "Rio Baile Funk - Favela Booty Beats", "Slum Dunk presents Funk Carioca" ou "Favela on Blast"

Carreira
DJ Marlboro começou sua carreira em 1977, quando fazia festas na época chamadas de hi-fi, ainda amador e interessado se dedicava inteiramente a fazer as festas americanas, 15 anos e qualquer local onde precisasse de Dj, em 1980 se profíssionalizou, fez seu primeiro baile em um clube chamado New Saveiro em Lagoinha numa equipe chamada Som 2000 DJ Marlboro começou a se tornar conhecido nacionalmente quando venceu o Campeonato Brasileiro de DJs, em 1989, atualmente já expande seus domínios e colhe críticas positivas no exterior. Em junho de 2003, participou do "Summer Stage", no Central Park, tornando-se o primeiro DJ convidado a tocar na história do festival. Depois disso ainda fez shows em Nova Jersey, Chicago e Boston.
Um dos pontos altos de sua carreira é a edição de 2003 do "Tim Festival" e do "Nokia Trends" que impulsionou definitivamente sua carreira no Brasil entre a elite - nos subúrbios e favelas do Rio ele já era muito respeitado há bastante tempo.
Marlboro teve também destaque no maior festival eletrônico da Espanha, o "Sónar", em junho de 2004. Apresentou-se em Londres, durante a mostra "Brasil 40 degrees". Ainda no mesmo ano, Marlboro registra três apresentações pelos Estados Unidos, além de passagens por países como França, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Eslovênia, Países Baixos e Colômbia. Ele também foi um dos responsáveis por lançar o grupo de funk Copacabana Beat no inicio da década de 1990.
Hoje ele mantém bailes nas comunidades e casas de shows do Rio de Janeiro, e apresenta o programa Big Mix, líder de audiência no Brasil desde 2002 na radio FM O Dia (após passagens pela Manchete FM [Onde o programa ainda chamava-se Top Mix],Fm 105, RPC FM,Fm O Dia em (90,3), Popular Fm 107,9,Tropical FM, 94FM, Fm O dia (em 100,5) tendo média de 400 mil ouvintes por minuto. Em 12 de janeiro de 2009, o programa Big Mix estreou na Rádio Beat98, antiga Rádio 98 FM. Ele também escreve uma coluna semanal para o jornal O Dia, e é editor responsável de uma revista mensal. Além disso, lança CDs de grandes nomes do funk por sua própria gravadora, num total de 74 títulos já lançados.
Marlboro mora no Rio de Janeiro onde promove eventos beneficentes ao longo do ano com arrecadação voltada para instutições e pessoas carentes, como por exemplo, o "Baile do Material Escolar", o "Baile do Agasalho" e o "Baile do Brinquedo".
Marlboro já participou de filmes, videoclipes e minisséries de artistas brasileiros. Sua trajetória está registrada nos livros "Cidade Partida", de Zuenir Ventura; "O Mundo Funk Carioca", de Hermano Viana; "Abalando os Anos 90", de Michel Herschmann. Além disso, ele também já lançou dois de sua própria autoria: "Funk no Brasil – por ele mesmo" e "Aventura do Dj Marlboro pela Terra do Funk".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sua Majestade - O VINÍL

Muitos usam o viníl até os dias de hoje ,mas será que sabem ou imaginam como a bolacha musical é feita ?

Depois de ler este artigo tenho certeza que vam ver o viníl com outros olhos.


O disco de vinil, conhecido simplesmente como vinil, ou ainda Long Play (LP) é uma mídia desenvolvida no final da década de 1940 para a reprodução musical, que usa um material plástico chamado vinil.
Trata-se de um disco de material plástico (normalmente cloreto de polivinila, ou PVC), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos.
O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico. Este sinal elétrico é posteriormente amplificado e transformado em som audível (música).
O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode tornar-se uma falha, a comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção (conhecidas, vulgarmente, como capa de dentro e de fora). A poeira é um dos piores inimigos do vinil, pois funciona como um abrasivo, a danificar tanto o disco como a agulha.
História

O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações - RPM (rotações por minuto) -, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio (que deve ser feito sempre pelas bordas). Mas são melhores, principalmente, pela reprodução de um número maior de músicas - diferentemente dos discos antigos de 78 RPM - (ao invés de uma canção por face do disco), e, finalmente, pela sua excelência na qualidade sonora, além, é lógico, do atrativo de arte nas capas de fora.
A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CD) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.

No Brasil

No Brasil, o LP começou a perder espaço em 1992. Em 1993 foram vendidos no Brasil 21 milhões de CDs, 17 milhões de LPs e 7 milhões de fitas cassetes.
A partir de 1995, as vendas do LP declinaram acentuadamente em função da estabilização da moeda (consequência do Plano Real) e melhoria do poder aquisitivo da população, que permitiu a população adquirir mídias musicais mais modernas. Artistas que pertencem a grandes gravadoras, gravaram suas músicas em LP até 1997, e aos poucos, o bom e velho vinil saía das prateleiras do varejo fonográfico, mas retornou, timidamente, no final da primeira década do Século XXI.
Apesar disso, alguns audiófilos ainda preferem o vinil, por ser um meio de armazenamento bem mais fiel que o CD.

Processo de fabricação

A gravação e produção do disco de vinil segue um processo mecânico complicado, do tipo analógico, que se completa em sete etapas. Apesar da complexidade, a produção de um disco não dura mais de meia hora no total.
Depois de a música ser gravada, misturada e masterizada em estúdio, em fita magnética ou, na actualidade, em algum suporte digital, esta gravação é remasterizada para adaptar ao meio em que vai ser gravada, o que é especialmente importante nos discos de vinil devido à sua resposta na frequência, à interferência entre canais (estéreo, por exemplo) provocado pelo processo mecânico de corte e posteriormente pela leitura por agulha, e pela dependência do tempo total disponível no disco relativamente ao volume da gravação, sendo este um processo decisivo no resultado final.
O processo de remasterização pode implicar (dependendo da técnica e equipamento usado) a eliminação de certas frequências, um trabalho aturado sobre a diferença de fase de audio (entre canais), assim como a normalização do nivel de volume (nível sonoro do sinal), que pode passar por compressão, determinação da intensidade relativa dos instrumentos entre os canais, e determinação da largura e profundidade do sulco em função da duração total da obra a gravar no disco, uma vez que quanto maior o volume da gravação mais largura ocupará o sulco e portanto menor será a duração máxima possivel do que se poderá gravar no disco em causa.
Nesta fase, conhecida como "cortar a matriz" (também se pode cortar um dubplate se o objectivo final não é prensar outros discos) transfere-se o conteúdo da fita dita master para a matriz de acetato também conhecida como lacquer master. É um disco geralmente feito de alumínio polido recoberto com um banho depositado por gravidade de laca nitrocelulosica (acetato de nitrocelulose) negra, ou (dependendo do fabricante) com tons azul ou avermelhados, e com uma espessura entre 0,6 e 1 mm. O equipamento usado para o corte da matriz de acetato é conhecido como "torno vertical de gravação fonográfica", o qual contém uma cabça de corte que grava (corta e modula o corte) o sulco, transferindo a música contida na fita master para o matriz de acetato, passando entretanto por um processador que lhe aplica uma equalização especial chamada curva RIAA para gravação, o qual adapta o sinal registado às caracteristicas fisicas de um disco de vinil. As entradas "phono" de um amplificador ou mesa de mistura diferenciam-se de qualquer outra entrada do mesmo equipamento (para CD, por exemplo) por incorporarem uma equalização inversora da curva RIAA de gravação, e chamada curva RIAA de reprodução. A necessidade deste processo de equalização deve-se às caracteristicas mecânicas do processo de gravação e reprodução, e às suas inerentes limitações e caracteristicas.
Uma vez gravada a matriz de acetato ou master, esta é lavada com detergentes e coberta com cloreto de estanho, o qual permite a aderência de uma delgada capa de prata que é então aplicada.
O disco já prateado é submerso numa solução de níquel, que adere ao disco e o cobre por completo, por processo galvânicos (aplicação de uma corrente eletrica). Este disco, assim preparado, é então retirado e novamente lavado. A este processo chama-se banho galvânico ou galvanoplastia.
A capa de prata e níquel é então retirada da matriz de acetato, obtendo-se portanto uma cópia negativa da mesmo, chamada simplesmente matriz, "macho" ou disco pai.
Do disco matriz, é obtida uma cópia positiva, chamada disco mãe. Se este disco contém a informação correta o processo é repetido até se obterem mais oito discos "mãe". De cada uma das 8 cópias do "disco mãe" fazem-se duas cópias negativas, chamadas discos estampadores ou "carimbos". Este processo é repetido com o outro disco pai que representa o outro lado do disco final.
A partir do "disco estampador" (ou "carimbo") tiram-se as cópias positivas finais ou copias comerciais, por simples prensagem de uma pastilha quente de cloreto de polivinilo ou mais modernamente de poliester, chamado o "donut", entre os dois carimbos, moldes estampadores ou matrizes correspondentes às duas faces do disco. Finalmente adiciona-se, por simples colagem, a etiqueta em cada face do disco, identificando o seu conteúdo. Esta cópia final é a que é vendida ao público. Actualmente as tiragens de discos de vinil com cada matriz de acetato não ultrapassam em geral a centena de unidades, quando na sua época se atingiam tiragens de muitos milhares.
Existe ainda uma técnica denominada "direct metal mastering" (masterização directa em metal) ou DMM na qual a música é transferida directamente para um disco metálico relativamente pouco duro, em geral de cobre. Por este processo, apenas é necessário seguir o processo galvânico para obter os estampadores, diminuindo os custos de produção. Também existem discos em que o processo de corte é efectuado a uma velocidade mais baixa que a de reproduçãoa, normalmente metade ou um quarto, sendo o disco resultante de qualidade notávelmente melhor em toda a banda de frequências audivel pelo ouvido humano. Este mesmo processo permitiu também gravar vídeo em discos de vinil, ou audio multicanal, como foi o caso dos formatos cd4, SQ, QS (ou outros sistemas de 4 canais).

Tipos
Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:
LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches--- ou, "12 polegadas" (em português) ). Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre as primeiras gerações dos LP que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17,5cm de diâmetro (7 polegadas), que era tocado, normalmente, a 45 RPM. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido como, seven inches---ou, "7 polegadas" (em português) ); ou como compacto simples. Disco com 17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM). A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era tocado a 45 RPM. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.

Analógico X digital

Os discos de goma-laca de 78 rotações, foram substituídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido sua praticidade, seu tamanho reduzido e som, aparentemente, livre de ruídos. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado. Na verdade, décadas após a criação dos CD os discos de vinil ainda não foram totalmente aposentados.

Entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CD, DVD e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as frequências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos, batidas graves, "naturalidade" e espacialidade do som. Estas justificativas não são tecnicamente infundadas, visto que a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil. Especialmente quanto se trata de nuances que nos sistemas digitais são simulados através de técnicas de dithering.
Os defensores do som digital argumentam que a eliminação do ruído (o grande problema do vinil) foi um grande avanço na fidelidade das gravações. Os problemas mais graves encontrados com o CD no início também foram aos poucos sendo contornados. Os sucessores do CD, o DVD-Audio e o SACD, oferecem largura de banda e amostragens superiores ao CD, apesar de sua baixa penetração no mercado, devido à proliferação do mp3, um formato digital independente de mídia, mas com notáveis perdas de qualidade de som devido aos algoritmos de compactação de dados.
Ainda existe o forte aspecto lúdico que os discos de vinil proporcionam segundo os seus defensores, já que a embalagem comercial do LP proporciona um espaço muito maior de exposição em relação ao CD por exemplo; onde costuma-se inserir artes e posters em tamanho muito superior, e de fato vários vinis lançados ao longo dos seus anos dourados (e atualmente também) possuem em suas embalagens verdadeiras obras de arte, muito apreciadas por entusiastas que as manuseam durante a audição dos discos. Este ritual próprio de desembalar, manusear cuidadosamente o disco, apreciar a arte dos grandes encartes, virar manualmente os lados quando estes acabam é muito apreciado pelos defensores desta mídia analógica, representando uma melhor apreciação do som e do produto mercadológico oferecido pelo artista.
Por estes motivos até hoje se fabrica LP e toca-discos em escalas consideráveis, bem como intensa procura e troca de novos e usados, que são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas de música em geral.

Ressurreição do vinil

Na segunda metade de 2008, os proprietários da Polysom, informados do volumoso crescimento na venda de vinis nos Estados Unidos e na Europa, depararam-se com a possibilidade de adquirir o maquinário da antiga fábrica e reativá-la[6]. Em setembro do mesmo ano, começaram as diligências e os estudos que resultaram na aquisição oficial, em abril de 2009. No final de novembro de 2009, depois de meses de restauração, a fábrica finalmente fica pronta, sendo feitos os primeiros testes com os LPs produzidos. A fábrica tem capacidade para produzir 28 mil LPs e 14 mil Compactos por mês. Estabeleceu-se como única fábrica de vinis de toda a América Latina, condição que mantém até hoje.


Fonte: Wikipedia

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